AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO EM UMA EMPRESA ATACADISTA DE ALIMENTOS PERECÍVEIS: UMA ABORDAGEM CENTRADA NA ERGONOMIA FÍSICA E ORGANIZACIONAL

Gilvania Barreto Feitosa Coutinho, Wagner de Abreu, Liliane Reis Teixeira, Renato José Bonfatti, Carmen Lucia Campos Guizze

Resumo


As empresas estão sendo forçadas a proporcionar maior condição de conforto aos seus funcionários, além de se adequar ao atual perfil econômico de competitividade do setor. Trata-se de um estudo ergonômico, com trabalhadores de uma empresa atacadista de alimentos perecíveis, localizada no município de Campos dos Goytacazes no Estado do RJ. Teve-se como Demanda gerencial, o excesso de perdas dos produtos no processo de comercialização, influenciando no lucro da empresa e na saúde dos trabalhadores. Objetivo: definiu-se como objetivo, identificar os fatores de riscos relacionados com o excesso de perdas dos produtos tornando-se impróprios para a comercialização em uma empresa atacadista de alimentos perecíveis. Metodologia: através da Análise Ergonômica do Trabalho (AET), utilizou-se procedimentos sistematizados tais como observações do setor, recursos audiovisuais, conversação com os trabalhadores e análise documental. Ainda, foi realizado levantamento bibliográfico com a finalidade de fundamentar definições, conceitos e normas relacionados à ergonomia. Obteve-se como Resultados: os alimentos perecíveis tem cada um a sua especificidade e a falta de local e equipamentos adequados para garantir (qualidade, conservação, acondicionamento, transporte e estocagem); local inadequado para seleção dos produtos; falta de local para descarte dos resíduos; exposição dos trabalhadores aos produtos de qualidade comprometida; espaço físico inadequado para circulação dos clientes e trabalhadores; desconhecimento sobre ergonomia e órgãos fiscalizadores. Tem-se como conclusão: o excesso de perdas dos produtos são oriundos do local inadequado e insuficiente para realização da atividade comercial. Faz-se necessária indicação de mudança do layout incluindo a infraestrutura; indicação de Equipamento de Proteção Individual (EPI); criação do setor seleção (separação) de produtos impróprios e câmara fria (acondicionamento/conservação). Além de indicação para compra de equipamentos como pallets e caixas plásticas; carrinhos para transporte do produto.


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